sábado, 9 de novembro de 2013

PRÉMIOS LITERÁRIOS A:

 

ONDJAKI


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À oitava edição, o Prémio Literário José Saramago foi para Ondjaki, escritor e poeta que nasceu em Luanda em 1977, autor do romance Os Transparentes, publicado pela Caminho em 2012 e que é um retrato de Angola.

[...] A língua portuguesa ganha o tom, liga todas as mensagens, renova-se sem concessões e aparece fresca e milagrosa como as águas à solta do rés-do-chão do lugar central do romance", acrescenta ainda Ana Paula Tavares, para quem este é um livro de maturidade do autor. "O seu encanto pela infância continua presente, mas já estamos no registo adulto do olhar crítico e mordaz que é lançado sobre o tempo, a História e as respetivas legitimações políticas. A ironia e o humor continuam a caracterizar a escrita de Ondjaki, tornando a leitura de Os Transparentes muito fluida e agradável, sobretudo quando o romance obriga o leitor a se confrontar com uma criolização mais radical e criativa da língua portuguesa.

"Este prémio não é meu, este prémio é de Angola." Foi assim que Ondjaki agradeceu o prémio, no valor de 25 mil euros. "Eu não ando sozinho, faço-me acompanhar dos materiais que me passaram os mais velhos. Na palavra 'cantil' guardo a utopia, para que durante a vida eu possa não morrer de sede."

"Este é um livro sobre uma Angola que existe dentro de uma Luanda que eu procurei escrever e descrever. Fi‑lo com o que tinha dentro de mim entre verdade, sentimento, imaginação. E amor. É uma leitura de carinho e de preocupação. É um abraço aos que não se acomodam mas antes se incomodam. É uma celebração da nossa festa interior, trazendo as makas, os mujimbos, algumas dores, alguns amores. Penso que todos queremos uma Angola melhor", disse o escritor no seu discurso de agradecimento.

in Público, 5 nov./2013

|via RBE|

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MIA COUTO

Este é considerado o prémio Nobel norte-americano. Entre os nomeados estavam, o japonês Haruki Murakami e o argentino César Aira.

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O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido com o prémio internacional de literatura Neustadt, atribuído de dois em dois anos pela Universidade de Oklahoma desde 1970, no valor de 50 mil dólares (37 mil euros).
A lista de nomeados para o prémio da Bienal Internacional de Literatura Neustadt deste ano integrava o escritor argentino César Aira, a vietnamita Duong Thu Huong, o ucraniano Ilya Kaminsky, o japonês Haruki Murakami, o norte-americano Edward P. Jones, o sul-coreano Chang-rae Lee, o palestiniano Ghassan Zaqtan e Edouard Maunick, das Ilhas Maurícias.
[…] Em declarações à agência Lusa, Mia Couto quis dedicar, em primeiro lugar, o prémio à sua família, que apelidou de “primeira nação”. “E depois a Moçambique, por todas as razões, mas agora ainda mais, porque temos de ficar mais juntos nessa busca por opções de paz, por alternativas de desenvolvimento”, disse. O escritor assinalou a importância deste prémio ser entregue a um escritor de língua portuguesa para “despertar interesse e atenção” para outros idiomas que não o inglês. O  galardão já distinguiu, entre outros, o brasileiro João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis, Octávio Paz e Giuseppe Ungaretti.
Além do cheque, Mia Couto vai receber uma reprodução em prata de uma pena de águia.

Mia Couto é o pseudónimo de António Emílio Leite Couto, de 58 anos, autor que já recebeu os prémios Camões, Eduardo Lourenço e o da União Latina de Literaturas Românicas. O autor de Terra Sonâmbula e de Estórias Abensonhadas já recebeu o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos, o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, o Prémio União Latina 2007, de Literaturas Românicas, o Prémio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, do Brasil, e o Prémio Eduardo Lourenço, entre outros. A Confissão da Leoa, editado o ano passado é o seu mais recente livro.

in Público, 2 nov./2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Comemoração do “Halloween” – 31 de outubro


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Bookmarker Contest / Concurso de Marcadores
Choose one of the short stories listed below and create a bookmarker based on it
E
scolhe uma das histórias abaixo indicadas e elabora um marcador alusivo
3º ciclo - The Haunted Castle
Secundário: The White Dog / Bloody Mary
recolha de contos pela profª Palmira Pereira
Entrega o teu trabalho na BE-ESOD até dia 4 de novembro
Todos os participantes receberão um marcador alusivo e os 3 trabalhos mais originais receberão um Treat [… or … trick] na Biblioteca Escolar, no dia 5 de novembro, pelas 11h35m.
marcadores blogue
              pela profª Telma Rodrigues

terça-feira, 22 de outubro de 2013

OUTUBRO - Mês Internacional da Biblioteca Escolar

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School Library: Doorways to life



RBE

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cartaz final 21 de Out

BE-ESOD, pela profª Telma Rodrigues

cartaz BE_AC_2013

BE-AC, pelo pb Abel Cruz

O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares decidiu declarar o dia 28 de outubro como o Dia da Biblioteca escolar.

A BE-ESOD celebra esta efeméride com um conjunto de atividades / recursos educativos digitais:

.Exposição de marcadores elaborados pelos alunos dos 7º, 8º e 9º anos, em EV, com sugestões de títulos de livros indicados pelos alunos do 7º ano, na receção aos alunos, a 16/set

 

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9ºJ, orientsção da profª Andrelina Silva

.visitas guiadas/formação do utilizador, outubro, 7º e 10º anos

.Sugestões de trabalhos comemorativos - escolha uma atividade de entre as várias sugestões que se seguem, inspire-se nos materiais propostos e escreva uma frase comemorativa de  
        “Biblioteca Escolar: uma porta para a vida

3º Ciclo –

- clip sobre “A importância da Leitura” / notícia sobre a maior biblioteca da Europa, em Birmingham, contando com Malala Yousafzai na sua inauguração.

Secundário –

- clip sobre “A importância da Leitura” / notícia sobre a maior biblioteca da Europa, em Birmingham, contando com Malala Yousafzai na sua inauguração.

Em língua inglesa

3º ciclo:

- clip “Ode to librarians

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Secundário:

.Malala Yousafzai opens new library in Birmingham and declares: 'books will defeat terrorism'

.Read Malala Yousafzai’s speech at the inauguration of the Library of Birmingham

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recolha de recursos – fontes: google.pt, Youtube, Facebook (biblioTeia)
pelas professoras Palmira Pereira, Isabel Seca

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painel comemorativo pelo prof Rafael Tormenta
recolha de frases alusivas famosas – profª Elisabete Magalhães

domingo, 13 de outubro de 2013

Prémio Nobel da Literatura 2013 – Alice Munro

 









 

 

Imagem: |online

Prémio Nobel da Literatura de 2013 para Alice Munro, mestre na escrita de contos e, por isso mesmo, considerada a "Tchekov canadiana". Tem seis livros publicados em Portugal, na Editora Relógio d'Água. (ver bio/bibliografia)
|via RBE|

José Miguel Silva, poeta de Oliveira do Douro, tradutor de obras de Alice Munro, afirmou que o Nobel da Literatura "consegue criar personagens muito realistas e fortes, memoráveis, com uma técnica narrativa extraordinária". Segundo o poeta, em poucas páginas, ou até num pormenor descritivo, faz um retrato robot da personagem.
Alice Munro "não é uma escritora de grandes personagens e de grandes frases", disse o tradutor. "Não usa um léxico demasiado rico, mas as suas personagens têm uma grande densidade".
José Miguel Silva salientou, entre os títulos existentes no mercado português, "A vista de Castle Rock", que "é uma ficção sobre os seus antepassados, mas com uma base em factos reais", e ainda "O amor de uma boa mulher" e "O progresso do amor".

in notícia [adaptada]: |online

 

José Miguel Silva, 44 anos, além de tradutor é poeta, autor dos livros "O Sino de Areia" (1999), "Ulisses Já Não Mora aqui" (2002), "Vista Para um Pátio seguido de Desordem" (2003) – apresentado pelo Clube de Teatro e de Arte de Bem Dizer da ESOD em 2005 -, "24 de Março" (2004) e "Movimentos no Escuro" (2005). O autor colabora em várias revistas.

 

15102013

pelo prof. Rafael Tormenta

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dia Europeu das Línguas–26 de setembro

 

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O que é o Dia Europeu das Línguas?

O QUE É O DEL?

O Ano Europeu das Línguas (AEL) 2001, organizado conjuntamente pelo Conselho da Europa e pela União Europeia, envolveu com sucesso milhões de pessoas nos 45 países participantes. As atividades desenvolvidas celebraram a diversidade linguística na Europa e promoveram a aprendizagem de línguas.

Na sequência do êxito do AEL-2001, o Conselho da Europa instituiu o Dia Europeu das Línguas, a ser celebrado todos os anos no dia 26 de setembro. Os objetivos gerais do Dia Europeu das Línguas são:

  1. Alertar o público em geral para a importância da aprendizagem das línguas e diversificar a oferta linguística de modo a incrementar o plurilinguismo e a compreensão intercultural;

  2. Promover a riqueza da diversidade linguística e cultural da Europa, que deve ser preservada e valorizada;

  3. Fomentar a aprendizagem de línguas ao longo da vida, dentro e for a da Escola, seja para fins académicos ou profissionais, seja para fins de mobilidade ou por prazer e intercâmbio.

Em 26 de setembro de 2011 assinalou-se o 10º aniversário do Dia Europeu das Línguas (DEL), celebrado no Conselho da Europa e em todos os 47 estados-membros.……………………….………….……………ler + aqui.

|Via the European Centre for Modern Languages|

Destaques

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painel comemorativo pelo prof. Rafael Tormenta

terça-feira, 24 de setembro de 2013

António Ramos Rosa – homenagem

 

A notícia triste que marca a vida cultural e literária destes dias:
Morreu (…) segunda-feira em Lisboa, aos 88 anos, o poeta e ensaísta António Ramos Rosa, um dos nomes cimeiros da literatura portuguesa contemporânea, autor de quase uma centena de títulos, de O Grito Claro (1958), a sua célebre obra de estreia, até Em Torno do Imponderável, um belo livro de poemas breves publicado em 2012. Exemplo de uma entrega radical à escrita, como talvez não haja outro na poesia portuguesa contemporânea, Ramos Rosa morreu por volta das 13h30 de(…) segunda-feira, em consequência de uma infecção respiratória, em Lisboa, no Hospital Egas Moniz.

Além da sua vastíssima obra poética, escreveu livros de ensaios que marcaram sucessivas gerações de leitores de poesia, como Poesia, Liberdade Livre (1962) ou A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), traduziu muitos poetas e prosadores estrangeiros, sobretudo de língua francesa, e organizou uma importante antologia de poetas portugueses contemporâneos (a quarta e última série das Líricas Portuguesas). Era ainda um dotado desenhador. (...)

Ler mais no Público, 23 set. >>

|via RBE|

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Cada árvore é um ser para ser em nós

Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-a
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses

                     in O Lugar das Palavras, [24/09/2013]

 

             O horizonte das palavras

Sem direcção, sem caminho
escrevo esta página que não tem alma dentro.
Se conseguir chegar à substância de um muro
acenderei a lâmpada de pedra na montanha.
E sem apoio penetro nos interstícios fugidios
ou enuncio as simples reiterações da terra,
as palavras que se tornam calhaus na boca ou nos meus passos.
Tentarei construir a consistência num adágio
de sílabas silvestres, de ribeiros vibrantes.
E na substância entra a mão, o balbucio branco
de uma língua espessa, a madeira, as abelhas,
um organismo verde aberto sobre o mar,
as teclas do verão, as indústrias da água.
Eu sou agora o que a linguagem mostra
nas suas verdes estratégias, nas suas pontes
de música visual: o equilíbrio preenche os buracos
com arcos, colinas e com árvores.
Um alvor nasceu nas palavras e nos montes.
O impronunciável é o horizonte do que é dito.

António Ramos Rosa
ACORDES, QUETZAL EDITORES, 1990

«O dia é alto quando na mesa nada espera que não seja poesia»

António Ramos Rosa

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pelo prof. Rafael Tormenta

A Ramos Rosa painel

     --- biografia ---

domingo, 8 de setembro de 2013

2013/14

                                                              poesia ao natural

 

clip_image002                                                                                   Foto A.M.

   escoou-se a manhã

   do alto da eternidade
   o sol riu-se de mim que meço o tempo
   fez murchar as horas
   e não floriu em mim um só poema

   entretanto
   mal o sol rompera
   desabrolhou uma corola
   no vaso da varanda
   subreptícias mais outra
   e outra
   e outra

   e muito antes da primeira meia-hora
   já a flor tinha escrito um poema
   inimitável

Anthero Monteiro,
in http://pracadapoesia.blogspot.pt/2013/05/poesia-ao-natural.html, [06/09/2013]

BE-ESOD, set/2013

 

                            MUITAS LEITURAS

 

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          in
http://www.gettyimages.pt/, [6092013]