leitura expressiva do Poema à mãe, de Eugénio de Andrade, pelo prof. Castro Alves
| ~ FELIZ DIA DA MÃE ~ |
Ler... Reading... Lire... Lesen...---... versos, imagens, legendas, filmes, BD,... ---... corações, rostos, gestos,...---... interjeições, reticências...,exclamações, interrogações,...
leitura expressiva do Poema à mãe, de Eugénio de Andrade, pelo prof. Castro Alves
| ~ FELIZ DIA DA MÃE ~ |
Morreu Vasco Graça Moura, um intelectual renascentista no século XXI – ler notícia no Público

Imagem: Público
soneto do amor e da morte quando eu morrer murmura esta canção |via RBE|
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
Obras do escritor na BE-ESGN:
Os Lusíadas para gente nova;
Camões e a divina proporção;
Cartas a um jovem poeta, de Rainer Marie Rilke, trad., pref., notas Vasco Graça Moura
|
- / - PARA QUE A MEMÓRIA NÃO NOS FALHE - / -
25 de Abril contado pelos Protagonistas
clique na imagem para aceder à pág. de acesso a estes testemunhos
| PORTUGAL: REVOLUÇÃO E TRANSIÇÃO PARA A DEMOCRACIA Se recuássemos uns anos, até antes do 25 de Abril de 1974, não reconheceríamos Portugal. Não havia liberdade. Existia censura, a actividade política, associativa e sindical era quase nula e controlada pela polícia política, havia presos políticos, a Constituição não garantia os direitos dos cidadãos, Portugal mantinha uma guerra colonial e encontrava-se praticamente isolado na comunidade internacional. A informação e as formas de expressão cultural eram controladas, fazia-se uma censura prévia que abrangia a Imprensa, o Cinema, o Teatro, as Artes Plásticas, a Música e a Escrita. Não havia Liberdade. A actividade política estava condicionada, não existiam eleições livres e a única organização política aceite era a União Nacional/Acção Nacional Popular. A oposição ao regime autoritário de Salazar e depois de Marcelo Caetano, era perseguida pela polícia política (PIDE/DGS) e tinha de agir na clandestinidade ou refugiar-se no exílio. Os oposicionistas, sob a acusação de pensarem e agirem contra a ideologia e prática do Estado Novo, eram presos em cadeias e centros especiais de detenção (Caxias, Aljube Tarrafal). Não havia Liberdade nem Democracia. A Constituição não garantia o direito dos cidadãos à educação, à saúde, ao trabalho, à habitação. Não existia o direito de reunião e de livre associação e as manifestações eram proibidas. Não havia Liberdade. Portugal estava envolvido na guerra colonial em Angola, na Guiné e em Moçambique, o que gerou o protesto de milhares de jovens e se transformou num dos temas dominantes da oposição ao regime, com especial realce para os estudantes universitários. Não havia Liberdade nem Paz. Hoje é difícil imaginar como era Portugal antes do 25 de Abril de 1974. Mas, se pensarmos que, por exemplo, as escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas, que muitos discos e livros estavam proibidos, que existiam nas Rádios listas de música que não se podia passar, que havia bens de consumo que não se podiam importar, que não se podia sair livremente do país, que sobre todos os rapazes de 18 anos pairava o espectro da guerra, será mais fácil compreender porque é que a Mudança teve de acontecer e como é que Portugal se tornou diferente. in Centro de Documentação 25 de Abril © 2012, [21/04/2014] Os 900 livros que a Censura proibiu |
| FLMES SOBRE O 25 DE ABRIL |
“As portas que Abril abriu” – Ary dos Santos
painéis comemorativos pelo prof. Rafael Tormenta |
| oferecido à comunidade escolar |
Deixe um comentário/ reflexão sobre “O direito à Liberdade”
|
in Infopédia, [20/04/2014] |
Ver notícias no Público, [26/04/2014]
Obras na BE-ESGN:
Cem Anos de Solidão;
Crónica de uma morte anunciada;
A hora má: o veneno da madrugada;
O outono do patriarca;
Maria dos Prazeres;
Um senhor muito velho com umas asas enormes
No dia 4 de abril, pelas 9h, no Auditório da ESGN, os alunos do 11ºC e 12ºA participaram numa sessão de Poesia, dinamizada pelo poeta José Bernardes.
Segundo o escritor, a sua poesia é o reflexo de temperamentos díspares, onde o mundo, como um todo, é abarcado pelo pensamento poético e filtrado por aquilo a que, recorrentemente, chama "memória. Os temas são os mais variados: amor, solidão, a própria escrita, a matemática, a palavra como símbolo.
Falou-nos acerca do que é para si a inspiração poética, podendo surgir de uma fotografia que nos diz algo, sendo as palavras o seu reflexo. Deu, como exemplo, o seu poema “Vestida-de-Corvos”, projetando a fotografia que lhe serviu de inspiração
| A aluna do Clube de Teatro, Filipa Gomes, leu expressivamente o poema | |
Noutras alturas, a inspiração pode vir de encontro a uma necessidade intrínseca. As fontes de inspiração são díspares, o mundo inteiro serve de inspiração para qualquer obra de arte. No repositório humano, na memória, tudo se conjuga, podendo fluir para a poesia. Na memória encontram-se ideias em certas peças, pequenos puzzles que tomam determinada forma, consoante a direção que o poeta lhes imprime. A sua formação académica, licenciatura em Matemática Aplicada, igualmente lhe serve de inspiração, na aplicação das leis da associatividade, da comutatividade. Exemplificou com o seu poema “O Diluir do tempo”, lido pelos alunos Ricardo e Ana Isabel, do 11ºC.
Na poesia, muda-se o significado das palavras, muda-se o contexto e podemos então ter novas formas de ver o mundo. Tal como a Matemática é um mapa da realidade exterior, também a Poesia é um mapa, mas da realidade interior. É no encadeamento de certos símbolos que se fazem significados, criando-se a beleza na Poesia.
José Bernardes referiu que há igualmente inspirações momentâneas, onde surgem as metáforas, mas a maior parte da obra poética é fruto de muito trabalho.
Nesta sessão, houve momentos de leitura expressiva de poemas de José Bernardes, por alunos do 11ºC, tais como “Livro”, dito por Iolanda Morais. “Tanto mar numa só vida”, por Joaquim Vieira e pelo próprio autor. O poeta partilhou a fonte de inspiração para este poema, numa esplanada a olhar para o mar. O poema “A criação da gravidade”, por Ricardo e Ana Isabel, em que o verso E valso-te sobre as esferas se inspira em Henry Purcell, igualmente fonte de inspiração para José Bernardes, assim como uma grande diversidade de géneros musicais. Finalmente, o poema “Prólogo”, por Inês Almeida e Iolanda Morais. Os alunos do 11ºC foram orientados pela profª Lourdes Silva, na leitura expressiva de poemas.
No final da sessão, José Bernardes deu conselhos para quem quer escrever poesia, recomendando a leitura de muita poesia, antiga, moderna, como Ruy Belo, Isabel de Sá, Jorge Velhote, Walt Whitman, T.S. Eliot, entre outros. Para além da leitura de Poesia, aconselhou a insistência na escrita, apurando a própria técnica.
Foram bons momentos com a Poesia
Os nossos agradecimentos ao poeta José Bernardes
os nossos agradecimentos igualmente
às professoras que orientaram/ acompanharam os alunos
Lourdes Silva e Margarida Neto
![]()
No âmbito da comemoração da Semana da Leitura, realizaram-se, entre 24 e 28 de março/ 2014, na ES Gaia Nascente, “Leituras Interturmas” de textos de autores da lusofonia, do séc. XV à atualidade. Os alunos do 7º ano -
| Os alunos do 8º ano - Pedro Barros, Tiago, Sofia (8ºJ); Fábio Moreira, João Jesus e Marisa (8ºK); Bruno Martins, Mariana Costa, Mariana Ribeiro (8ºL) leram expressivamente às turmas do 7º e 9º anos. |
na BE-ESGN, realizou-se uma Feira do Livro alusiva a esta celebração
este evento foi do agrado de todos os participantes
Parabéns a todos!
No dia 4 de abril, pelas 9h, no Auditório da ESGN, os alunos do 11ºC e 12ºA vão participar numa sessão de Poesia, dinamizada pelo poeta José Bernardes.
| Poeta corpo do poema A cabeça cresce tremenda sobre a expectante planície do futuro in José Bernardes, Mãos Inquietas, Porto, Edita-me, 2012 |
O escritor tem publicados os livros “Palavras Imóveis” e “Mãos Inquietas”.
| preço especial: 10€ |
| José Bernardes nasceu em1966 na cidade de Lisboa, onde viveu até 2007. Nesse ano mudou-se para Vila Nova de Gaia onde reside atualmente. in Edita-me, [1/04/2014] |