sábado, 25 de fevereiro de 2017

………………………..Autorretratos………………………..

No âmbito da disciplina de Português, poemas por alunos do 7ºM, sob orientação da profª Eugénia Teixeira

poema de inspiração

 

                         Autorretrato

O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e testa iluminada)
O retrato moral também tem os seus quês
(aqui, uma pequena frase censurada...)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O’Neill!)
E tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
Que são a semovente estátua do prazer.
     Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
     Do que neste soneto sobre si mesmo disse...
                  Alexandre O'Neill, Poesias Completas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2000

(Metas Curriculares – 7º ano)

   Autorretratos

Ye, moreno com dupla nacionalidade: é português e chinês.
Cabelo liso de cor preta,
os olhos também são da mesma cor do cabelo.
Cara? Meiguinha, de que todas as pessoas gostam.

Se tu vires bem, ele é uma pessoa simpática,
trata as pessoas como uma família,
e gosta de ajudar as pessoas quando necessitam
ou passam dificuldades.
No amor? No amor é uma felicidade…

A comida cozinhada por ele tem bom sabor
como o chocolate branco…

No dia especial, leva sempre um ramo de rosas
para a sua querida amiga ou namorada.

António Ye

 

 

 

Beatriz, morena portuguesa
pequena mas grande na beleza.
Cabelo preto e longo como a longitude do mar
olhos  brilhantes como o luar.
Cara oval e feliz,
se está triste, ninguém o diz!
Narizito redondito e pequenito,
os seus sonhos representam o infinito.
Tem muitos planos para o futuro,
ela acredita no amor acima de tudo.

Amiga dos seus amigos
com ela não há perigo.
Por vezes insegura, mas sempre pronta a ajudar
adora ver os outros a brilhar.

Para finalizar esta descrição
despede-se com grande satisfação.

Beatriz Moreira

 

 

Miguel, de carinha bonita
e de cabelo empinado,
ele parte para a conquista…
Tem um ar astuto,
com os seus selvagens olhos castanhos.

Moralmente, como ele não há igual;
Eloquente e pretensioso,
sendo um pouco hipócrita também,
mas sempre com um toque de romantismo
em tudo o que diz.
(O inferno e o céu cá são coisas religiosas,
coisas a que ele não dá lá muita importância.)

Mas as dores que ele sofre...
Ai, as dores que ele sofre!
Especialmente com as mulheres...
 

David Pinto

 

 

Inês, branca portuguesa,
De estatura pequena e magra,
Tem cabelo castanho e de tamanho médio,
Com um nariz arredondado e uma boca pequena.
Os seus olhos, que emitem alegria,
são castanhos e pequenos.

É uma pessoa simpática, meiga
e pronta para ajudar os outros.
E tem o sonho de ser veterinária,
pois adora os animais.
Mas os cavalos, uiii, os cavalos
a ela ninguém lhos tira da cabeça!

Inês Azevedo

 

Valverde (José), esbranquiçado português,
cabelo acastanhado, da censura do rosto,
nariz ondulado e olhos iluminados
que veem o futuro,
lábios trancados,
que abrem como uma brisa suave,
que mais parece uma bela ave.

O retrato moral também é bem parecido,
com a esperança a voar
e os seus sonhos
que o dominam até acordar.

Mas sofre de angústia, é pessimista,
e nervoso que nem um relógio (tic-tac, tic-tac)
do que de si mesmo nos contou
numa viagem pelo seu rosto.

José Valverde

 

 

Priscila… cor de café amargo,
filha da República Democrática do Congo,
com o cabelo preto e cheio de tranças.

Nem muito alta nem muito baixa,
nem muito gorda nem muito magra,
ela sente-se bem consigo mesma.

Gosta de ver os outros sorrir
e tenta fazer amigos em todo o lugar e situação.
Com apenas um sorriso
já se alegra com muita emoção.

É muito teimosa e ninguém lhe tira nada da cabeça,
mesmo assim, tenta fazer sempre o seu melhor
para no fim receber uma bela recompensa.

A Priscila pode ter muitos defeitos e manias…
mas se a conheceres pessoalmente,
presta bem atenção
e verás que ela é diferente!!

Priscila M.

Red rose   Parabéns a todos   Red rose

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