sexta-feira, 23 de abril de 2010

23 e 25 de Abril - Comemoração do Dia Mundial do Livro e do Dia da Liberdade

* Destaques:

- Encontros com os escritores Inês Botelho (21/04, 10º ano) e Anthero Monteiro (26/04, e 9º anos);

- Painéis de divulgação: citações extraídas do Powerpoint "Os Livros"; frases acerca da importância das bibliotecas / leitura na formação dos jovens, sugeridas pelo filme "Descobrir Forrester", de Gus Van Sant, elaboradas pelos alunos do 10º ano, na comemoração do Mês Internacional das BEs; o 25 de Abrilbreve cronologia / poemas, letras de canções alusivas;

- Divulgação dos livros do Centro de Formação Gaia Nascente, disponibilizados ao utilizador, na BE da ESOD, resultante do trabalho colaborativo do professor Júlio Macedo;

- Reposição do En/Canto da Leitura - permite a leitura recreativa no computador da zona de leitura informal de:
  » Livros em Biblioteca Digital Camões, Biblioteca de Livros Digitais, Projecto GutenbergViciados em LivrosClube de Leituras / e-livros, E-Livros, Domínio Público(- com a possibilidade de download gratuito);
  » Revistas online, como, por ex: Novos Livros;
  » Áudio-livros

* Bookcrossing na ESOD - 2ª partilha de livros a libertar no Dia Mundial do Livro;

* Na sala de aula - propostas para os dias 23/25 de Abril (ou em aulas posteriores):

  - 3º Ciclo - durante toda a manhã, um grupo de alunos do 7ºB, fará uma visita às turmas do 3º Ciclo, lendo uma citação da sua escolha, extraída do PowerPoint "Os Livros", deixando o convite à turma para que elabore, em Português, Francês, Inglês ou Espanhol, uma citação alusiva à leitura, aos livros
;
  + Nas aulas de FC ou EA - Leitura/Audição online do livro de Manuel António Pina, "O Tesouro", alusivo ao 25 de Abril -
poderá ser lido/ouvido (clicando na última página do livro virtual); visionamento do Powerpoint "Os Livros", ou do vídeo "Biblioburro". Posteriormente, no decorrer destas aulas, colocação, nesta postagem, de comentário(s) alusivo(s) ao 25 de Abril e sua importância para a liberdade;

   - Secundário:
   - 10º ano: durante toda a manhã, um grupo de alunos do 7ºB, fará uma visita a estas turmas, lendo uma citação da sua escolha, extraída do PowerPoint "Os Livros", deixando o convite à turma para que indique 2 títulos de livros preferidos e razões para a sua escolha
;

   - 11º e 12º anos: visionamento do vídeo "Biblioburro", pelo encanto pelos livros, pelo conhecimento e pelo incentivo à intervenção cívica tão necessária a todas as sociedades. Sensibiliza, igualmente, para a leitura do texto de José Saramago, "Este Mundo da Injustiça Globalizada" - postagem de comentário suscitado por estas leituras

   [Todos os comentários podem ser entregues em papel ou enviados para o e-mail da BE - becresod@gmail.com (os comentários serão aqui colocados,  posteriormente) ou colocados directamente nesta postagem
.]

Boas Leituras / Bons Encontros entre todos e as ideias de cada um, suscitadas pelos documentos sugeridos.

7 comentários:

Rui Batista, 12ºC (Psicologia) disse...

Terá José Saramago razão? Estará a Justiça a morrer dia após dia? Estará a Democracia a deixar de o ser sub-repticiamente? Estar-se-á a ignorar os valores éticos que deveriam reger a humanidade? Tudo indica que sim e até o camponês de Florença tocou o sino “melancolicamente a finado”, pronunciando, urbi et orbi, a morte da Justiça. Todos terão, então, de concordar com o autor, até mesmo os mais devotos à Igreja!
Segundo o autor, a Justiça é aquela para quem o justo é o “mais exacto e rigoroso sinónimo do ético”. No entanto, a Justiça que se pratica actualmente é aquela que usa uma “espada que sempre corta mais para um lado que para o outro”. Será justo sob o ponto de vista moral um jogador de futebol arrecadar cerca de treze milhões de euros anuais enquanto mendigos definham na calçada?! Será correcto pessoas inocentes sofrerem devido às divergências culturais?! Será correcto atentar contra a vida humana por razões meramente políticas?! Temos vindo a ignorar questões deste tipo, que levantam sérios problemas, mas, como se trata de algo aparentemente irresolúvel, vamos vivendo. De facto, “não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana”!
A Declaração Universal dos Direitos Humanos condena todas as anteriores interrogações, ou seja, nem deveriam ser formuladas. Todavia, os trinta direitos que nela vigoram, considerados básicos e inalienáveis, são hoje desprezados, conspurcados. Infelizmente, as estruturas políticas não são eficazes ao ponto de combaterem este flagelo, “fechando os olhos às evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos”. A situação agravar-se-á quando “o rato dos direitos humanos” acabar devorado pelo “gato da globalização económica”.
Para além de tudo isto, José Saramago afirma, convicta e veementemente, que nem a democracia é um sistema justo. É grave! Se nem a democracia, que originalmente significa “um governo do povo, pelo povo e para o povo”, é praticada de forma justa, como se poderá fazer com que a “Injustiça Globalizada” seja calcinada? O autor lança uma proposta: “é urgente (...) promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência”. Talvez surta algum efeito, e assim colmata-se o fiasco que foi a Cimeira de Copenhaga!

Toquem os sinos! Acordem o mundo adormecido!

Sara Oliveira 12ºC disse...

O que é a justiça?
Ao contrário de todas as expectativas, nos dias de hoje, que são exactamente os dias que José Saramago pretende criticar neste texto, a justiça é apenas um complexo disfarce para a própria injustiça.
A História conta-nos que ao longo dos tempos que a sociedade tem vivido longas, inexplicáveis e terríveis injustiças, desde o tempo dos grandes Faraós até aos Nazis. Mas o que Saramago nos tenta demonstrar, apesar de apresentar à primeira vista um carácter mais superficial, comum até, acaba por se tornar, se utilizarmos o prestigiado acto de reflexão, tão profundo que nem o Santíssimo Papa se lembraria de pregar nos seus sermões “latinescos”. Para dizer a verdade, nem convêm assim tanto pensarmos neste assunto deste modo, a não ser que estejamos preparados (como deveríamos estar) para apontar os mais terríveis erros do ser humano, a generalização. Se não me fiz entender, passo a explicar. A sociedade, por de isso mesmo se tratar, generaliza os problemas de tal forma que, de uma maneira tremendamente agradável, nos faz acreditar que o mal é um mal comum, e nunca particular. Ora, a justiça que criamos, declamada de PODER Judicial, é essa mesma generalização que, de certa forma, nem sempre corre bem, ou seja, torna-se em injustiça. Mas porque razão acontece? – Perguntamo-nos nós. Quanto ao dito Poder Judicial, temos que admitir que todas as suas falhas são compreensíveis a não ser que estejamos à espera que os juízes/juízas, advogados/advogadas sejam tão sapientes ao ponto de conseguir encontrar então o ponto crucial para a justiça. Além disso, colocar humanos que cometem erros a julgar outros humanos que outros erros cometem pode se tornar moralmente complicado. Respondendo à questão: A resposta é tão simples que é impossível nunca se ter pensado em tal. Vendo bem, a justiça e a injustiça não existem, pelo mero facto de o que é justo para uns, para outros pode não ser. Tudo é determinado pelas acções, valores e ideologias de cada indivíduo.
O que é a justiça?
É o que cada um de nós dela faz. É o equilíbrio entre todos os que se propõem a viver democraticamente, e que, na sua ideologia mais perfeita, nos protege a todos.

Susana Cardoso, 12ºC disse...

José Saramago é muito directo no seu texto ‘Injustiça Globalizada’, desmascarando problemas da sociedade que nos passam despercebidos: o mundo político estará a concentrar-se no que devia?
A Justiça é um valor que deve andar lado a lado dos homens para evitar doenças como a cegueira progressiva que leva à injustiça. Mas a verdade é que, um dos documentos que defende este valor a um nível global , a Declaração dos Direitos Humanos, hoje mais se despreza do que as leis dos camponeses há 400 anos atrás em Florença.
Como diz Saramago ‘o rato dos direitos humanos é devorado pelo gato da globalização económica’: a democracia resume-se a fantoches políticos controlados pelo poder económico. Não quero com isto dizer que a democracia seja dispensável, até porque esta tem um carácter fundamental para o cumprimento dos direitos humanos.
A resposta para o problema colocado por Saramago parece óbvia: o mundo político perde-se em divagações, e deveria discutir mais o seu valor soberano: a democracia – poder de e para o povo.

Rita Amorim, 12ºB disse...

José Saramago escreveu um belo conto que se irá sempre adequar à Humanidade. Por mais anos que passem, por mais que nos esforcemos, haverá sempre injustiça no mundo. No entanto, nem tudo é negativo: a humanidade já presenciou piores períodos como a época da Inquisição, a 2ª Guerra Mundial, etc.

Temos de estar atentos, de lutar pelo que acreditamos e lutar pelos outros. E quando ninguém nos ouvir, vamos tocar os sinos a rebate!

Daniel, 12ºB disse...

Segundo o dicionário Justiça é a “virtude moral que inspira o respeito pelo direito de outrem; equidade; rectidão”, infelizmente em bastantes situações não é isto que se verifica.

Cada vez se ouve falar mais de corrupção, dos tribunais à política, passando pelo desporto enfim… Estes casos sempre existiram, mas devido ao crescimento explosivo dos mass media nunca foram tão divulgados.

Vivemos num mundo de desigualdades, tendo as sociedades mais pobres de se sujeitar às decisões dos gigantes da economia mundial, tal como Saramago afirma, o poder económico é a “única e real força que governa o mundo”.

Assim sendo resta-nos ouvir o sino tocar, esperançados que um dia a Justiça retome o seu legítimo significado...

Sílvia Soares 12ºB disse...

Na minha opinião,com este texto, o escritor apela de forma eficaz à consciência de cada um para os problemas do mundo.

As desigualdades e injustiças no planeta são uma constante, é algo com o qual lidamos todos os dias e aceitamos porque achamos que nada podemos fazer para mudar. Apesar de ser difícil,é necessário mudar de atitude, a justiça é um direito que todos temos e é algo pelo qual deveríamos lutar,para que lentamente consigamos mudar o mundo.

Cláudia Rodrigues disse...

Infelizmente, o mundo (e mais concretamente o país) que hoje conhecemos cortou relações com a justiça.
E é incrível a facilidade com que José Saramago nos fala de um problema desta gravidade recorrendo a um conto tão simples como o do camponês em Florença... De facto, a base de toda esta temática não é complicada: o poder, tanto político como económico, corrói, destrói, derruba todos os limites e expande-se, submetendo os menores à sua vontade e dando razões ao sino para tocar todos os dias, todas as horas, retirando-nos a esperança (vã?) de de novo conhecer o som do silêncio.